Pular para o conteúdo principal

Biocombustíveis: Plante a cultura certa no lugar certo

Essa figura mostra a duração dos tempos de retorno de gases de efeito estufa produzidos pelo bioetanol a partir do milho, por local de colheita cultivada de forma extensiva, ou seja, onde fertilizantes e irrigação não são utilizados. Enquanto lavouras extensivas reduzem a emissão de gases de efeito estufa, elas também produzem colheitas menores para a produção de biocombustíveis.
Crédito: ScienceDaily & Universidade de Radboud


Para aumentar a produção de biocombustíveis a partir de cultivos, como milho e trigo, as áreas naturais precisam abrir caminho para as terras agrícolas. O resultado inicial dessa ação é o aumento na emissão de gases de efeito estufa. Usando um modelo global, Pieter Elshout e colegas cientistas ambientais na Universidade Radboud demonstraram quanto tempo é necessário para que os biocombustíveis ofereçam vantagens ambientais em relação aos combustíveis fósseis. Na escala global, o tempo médio de retorno para gases de efeito estufa é 19 anos.


Da Europa Ocidental para os trópicos

Elshout, doutorando na Universidade Radboud, explica: "Dezenove anos soa como um longo tempo, mas em termos agrícolas, não é muito. Além disso, esse número é uma média global. Na Europa Ocidental, esse período é consideravelmente mais curto... às vezes abrangendo apenas alguns anos. Nos trópicos, no entanto, pode se estender além de cem anos". O modelo demonstra que a localização de culturas de biocombustíveis tem um impacto significativo na emissão de gases de efeito estufa - mais do que faz mais diferença é o tipo de cultura ou a gestão do cultivo (ou seja, a quantidade de fertilizantes e irrigação utilizado).

Primeiro modelo em escala global

"O nosso modelo", Elshout continua, "é o primeiro que oferece uma visão global, espacialmente explícita da emissão de gases biogênicos resultante de culturas utilizadas para a produção de biocombustíveis. No desenvolvimento deste modelo, os cálculos das durações de tempos de retorno levaram em conta o toda a cadeia de produção de combustíveis fósseis e biocombustíveis com as emissões de gases com efeito de acompanhamento". Este modelo global é aplicável aos biocombustíveis de primeira geração. Estes incluem o bioetanol de milho, trigo e cana-de-açúcar, bem como biodiesel a partir da soja e colza.

Alimentos para discussão

Estes resultados contribuirão um ângulo de nuance para o actual debate sobre os biocombustíveis na Holanda. Em um estudo de acompanhamento sobre técnicas de produção de biocombustíveis, Elshout e seus colegas esperam ainda investigar os tempos de retorno relacionados com o impacto sobre a biodiversidade.

Fonte: Sciencedaily

Postagens mais visitadas deste blog

Pesquisa liderada por brasileiro usa bactérias do intestino para diagnosticar câncer

Saiba mais em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47776402?ocid=socialflow_facebook

Estudo do LAPROV na UEPB sobre efeitos da salinidade do solo nas plantas será apresentado em evento internacional

O êxito das pesquisas desenvolvidas na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) tem repercutido cada vez mais no universo científico e, com isso, chamado a atenção de pesquisadores de diversos países. Prova disso é a participação cada vez maior de docentes da Instituição como convidados para ministrar as principais palestras de eventos internacionais em diversas áreas do conhecimento. No próximo dia 22 de julho, estudos desenvolvidos pela Universidade Estadual sobre como a seca e a salinidade no solo podem afetar o crescimento das plantas serão apresentados pelo professor Josemir Moura Maia, do Centro de Ciências Humanas e Agrárias (CCHA), Câmpus de Catolé do Rocha, no 6º Congresso da Rede Argentina de Salinidade, tradicional evento que reúne pesquisadores da área agronômica de toda a Argentina, região Sul do Brasil, Uruguai, Paraguai e Bolívia. Professor Josemir foi convidado para ministrar palestra magistral, no primeiro dia do evento. Para ele, o convite comprova a relevância d...

Convênio entre UEPB e Universidade de Havana vai possibilitar intercâmbio na área de Ciências Agrárias

   Dentro da proposta de fortalecer relações com instituições de outros países, a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) celebrou convênio de intercâmbio com a Universidade de Havana, em Cuba, tendo como foco melhorar as atividades de ensino e pesquisa do Mestrado de Ciências Agrárias, com destaque para a internacionalização.       A proposta é que haja uma troca de experiência entre professores e alunos das duas instituições favorecendo, assim, a difusão do conhecimento. O professor Josemir Moura Maia explica que a proposta inicial é envolver, no intercâmbio, professores e estudantes do Doutorado da Universidade de Havana com os professores e estudantes do Mestrado em Ciências Agrárias da UEPB,  ofertado em associação com a Embrapa Algodão. Mais informações       A ideia, segundo ele, é mobilizar os mestres e doutores das duas universidades nos experimentos realizados nos campus de Catolé do Rocha e Lagoa Seca. O professor destaca que o mes...