De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Brasil consume, em média, cerca de um milhão de toneladas em agrotóxicos por ano e desponta na posição de maior consumidor mundial de venenos agrícolas. Atenta à necessidade de conscientização acerca dos malefícios do uso de produtos agroquímicos nas lavouras para a saúde humana, animal e ambiental, a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) está desenvolvendo, no Câmpus de Lagoa Seca, o projeto de extensão “Ações Educativas Contra o Uso de Agrotóxicos na Agricultura Familiar”.
Coordenado pela professora Shirleyde Santos, do curso de bacharelado em Agroecologia, o projeto aprovado no edital PROBEX 2014/2015, que conta com a participação de quatro professores, um técnico administrativo e cinco alunos, além das turmas de 6º e 7º período de Agroecologia, iniciou seus trabalhos em março deste ano e tem como principal objetivo alertar os agricultores da região e a população em geral sobre os perigos do consumo de alimentos produzidos à base de agrotóxicos.
Dentre as primeiras ações realizadas pelo projeto esteve o desenvolvimento da atividade “Alimentação Saudável”, que consistiu em palestras semanais para alunos filhos de agricultores matriculados em escola pública do município de Lagoa Seca, durante todo o mês de março, sobre a importância do cultivo de plantações livres de defensivos agrícolas.
Também está em desenvolvimento junto à Universidade Aberta à Maturidade (UAMA) da UEPB, o curso “Agrotóxicos: Impactos à Saúde Humana, Animal e Ambiental”, voltado para idosos do Câmpus II que já concluíram seus cursos, mas continuam vinculados à Instituição e têm interesse em aprimorar seus conhecimentos sobre os riscos oferecidos pelos agrotóxicos.
O projeto conta ainda com o apoio institucional da Coletivo ASA do Cariri Oriental (CASACO) de Boqueirão-PB, Associação de Lideranças e Organizações de Agricultores e Agricultoras Familiares do Cariri Paraibano. De acordo com a professora Shirleyde, a parceria surgiu por meio de esforços do Núcleo de Extensão Rural (NERA), que percebeu a necessidade de aproximação entre a Universidade e as instituições envolvidas.
“É uma parceria de mão dupla. A cidade de Boqueirão sofre intensamente com o uso de agrotóxicos em suas plantações. Então, a CASACO precisa de pessoas da Universidade para transmitir conhecimentos e orientar os agricultores da região, enquanto nós precisamos da CASACO para alcançar esses agricultores”, frisa a professora Shirleyde.
Para os próximos meses estão previstas diversas atividades de intercâmbios, entre elas a participação do projeto de extensão da UEPB na Semana do Agricultor, em Boqueirão, no mês de julho, quando será desenvolvida uma série de atividades voltadas para o desenvolvimento sustentável na agricultura familiar.
Fonte: UEPB
Fonte: UEPB
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