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Pesquisa sobre planta nativa realizada no Câmpus de Catolé do Rocha recebe prêmio em Simpósio Nacional

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Uma pesquisa desenvolvida no Centro de Ciências Humanas e Agrárias (CCHA), Câmpus IV da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), localizado em Catolé do Rocha, recebeu Menção Honrosa durante o 1º Simpósio Nacional de Estudos para Produção Vegetal no Semiárido (SINPROVS), realizado no município de Triunfo (PE).
O trabalho intitulado “Biometria de Frutos e Sementes de Mata Pasto Peludo – Senna Uniflora (P. MILLER) H.S. Irwin & Barneby” concorreu na área “Desafios da Forragicultura no Semiárido” e apresentou estudos sobre as características morfológicas de frutos, sementes e plântulas (estágio inicial da planta), bem como a germinação de três espécies do gênero “Senna”, permitindo, através dos resultados, o reconhecimento das espécies em campo.
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A pesquisa, orientada pelas professoras Maria de Socorro de Caldas Pinto e Kelina Bernardo Silva, faz parte do projeto de Iniciação Científica do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), Cota 2013-2014. Participam como autores os alunos Alexandro Figueiredo Andrade, Nelto Almeida de Sousa, Vaniclécia Alves de Aguiar e Maria do Socorro de Caldas Pinto.

mat2De acordo com os pesquisadores, a planta Mata Pasto é uma forrageira nativa do semiárido, ainda sem estudos catalogados, e considerada por muitos produtores rurais como uma praga de pastagem, invasora e indesejada. Segundo Kelina Bernardo, as espécies estudadas, contraditoriamente, possuem elevado valor nutritivo e podem ser utilizadas na alimentação de animais ruminantes.
A primeira etapa de identificação das espécies já está sendo concluída e o próximo passo prático é difundir a Senna Uniflora entre os agricultores e pecuaristas, esclarecendo a respeito do valor nutritivo da planta. A pesquisa premiada também indica que a Senna Uniflora concentra 16% de proteína bruta em sua matéria seca, possui fibras satisfatórias para atender animais ruminantes, além de ser de alta digestibilidade e com custo zero, pois cresce espontaneamente nos pastos.
“Até então ninguém considerou a Mata Pasto como uma alternativa viável de alimentação para animais. O ideal é que essa planta seja estocada durante o inverno e fornecida aos ruminantes no período de seca”, explicou a professora Socorro de Caldas, considerando que a iniciativa pode reduzir os custos de produção com aquisição de alimentos concentrados na região.

Fonte: UEPB

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