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Seca na região do Sertão paraibano prejudica projetos de extensão de Campus de Catolé do Rocha

    Ao contrário do que se pode imaginar, a seca que castiga o Sertão paraibano não afetou somente a agricultura e a pecuária, que sofrem com a falta de água, mas comprometeu, também, os projetos de pesquisa e extensão desenvolvidos no Campus IV da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Catolé do Rocha.
    De acordo com o professor Josemir Maia, coordenador de Pesquisa do Departamento de Agrárias e Exatas, o longo período de estiagem está ameaçando as pesquisas do realizadas pelo Departamento. Isso, porque a grande maioria dos pesquisadores implementa experimentos em campo, que exigem a instalação de sistemas deirrigação e, consequentemente, necessitam de água.
    A água é disponibilizada por uma série de poços que acessam o lençol freáticodentro do Campus, além de um açude. Devido a grande estiagem, o lençol freático está se esgotando e, por isso, muitos experimentos realizados em campo estão correndo o risco de serem prejudicados e outros de não serem implantados. A recomendação da direção do Campus é pausar todas as atividades experimentais como tentativa de manter as pesquisas que já estão em fase de conclusão.
   O professor Alcides enfatiza que muitas atividades produtivas desenvolvidas no campo, assim como parte de produção de suporte forrageiro para manter os rebanhos de ovinos, bovinos e de caprinos, está sendo afetadas. Os experimentos sofrem com a falta de água. Além do mais, muitos projetos do curso agrotécnico, como a produção de hortas para as aulas práticas, também estão comprometidos. Os produtos cultivados são enviados para o Restaurante Universitário para consumo dos alunos. “A água que faz o abastecimento do Campus, essencial para esses projetos, está escassa. É uma seca muito impactante. Nós não esperávamos”, disse ele.
   A situação hídrica em todo o Sertão paraibano é difícil, devido a seca prolongada, e o Campus IV, por estar localizado em uma fazenda com 103 hectares, sentiu o impacto agressivo desse fenômeno natural. A cidade de Catolé do Rocha é abastecida pelo Rio Piranhas e o Campus da UEPB tem como fontes de abastecimento de água, sete poços e um pequeno açude instalado dentro da área da universidade.
Medidas emergenciais
      Dos sete poços instalados dentro do Campus IV, apenas cinco estão em funcionamento. O pequeno açude construído para garantir o abastecimento dos animais, está praticamente seco. Diante desse quadro, a direção do Campus adotou algumas medidas emergenciais como forma de evitar que os projetos de pesquisa e extensão sejam interrompidos e outros deixem de ser implementados, como os aprovados pelo PIBIC 2012-2013.
     Para isso, a direção orientou os professores, alunos e técnicos a usarem a água de forma racional, evitando o desperdício. Todos estão sendo orientados a gastar só o necessário e indispensável. “Não queremos e nem vamos parar os projetose as atividades experimentais. Vamos trabalhar de uma forma técnica e muito racional, que não comprometa o planejamento para 2012”, garantiu.
    Outra medida que vem sendo colocada em prática é bem comum no Sertão. O transporte da água para abastecer os departamentos do Campus está sendo feito através de carros pipa. A água vinda do reservatório da Cagepa é armazenada nas caixas existentes em cada departamento e locais estratégicos como o RU. Por dia, cinco carros pipas estão levando água para o Campus IV, garantindo o abastecimento para cerca de mil pessoas, entre professores, alunos e servidores.
   Uma das alternativas encontradas pela direção do Campus para garantir o andamento dos projetos é a limpeza dos poços. A ideia é desobstruir os lençóis freáticos. Além disso, estão sendo realizados serviços de substituição de uma adutora. “Estamos buscando todos os meios que possam permitir fechar pelo menos 2012 sem maiores problemas” garantiu o professor Alcides.
    Este ano, conforme explicou o professor Alcides Almeida Ferreira, diretor do Campus de Catolé do Rocha, choveu menos de 400 milímetros na região, quando, historicamente, a média de chuva na região fica em torno dos 700 milímetros. Muitos falam que essa é “a pior seca da história”, similar à vivida há 42 anos. 


FONTE:UEPB

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